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Realidade virtual: conheça o projeto CardBoard da Google

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Realidade virtual: conheça o projeto CardBoard da Google

Realidade virtual: conheça o projeto CardBoard da Google

Publicado em 18 de julho de 2018

O que, antes, era um conceito existente apenas nos filmes de ficção científica, agora está cada vez mais presente na sociedade moderna. Poucos sabem, mas realidade virtual (VR) começou a se tornar possível desde a década de 1950.

Capaz de proporcionar uma experiência de simulação de realidade altamente imersiva, a realidade virtual está abrindo portas para otimizar as relações humanas e as profissões, afetando positivamente até mesmo áreas como saúde, educação, mercado imobiliário, entre muitas outras.

Com base em todo esse contexto, é claro que a Google não ficaria de fora de algo tão promissor. Por isso, neste artigo mostramos tudo o que você precisa saber sobre realidade virtual e o que é CardBoard, o projeto de VR da Google. Confira agora!

O que é realidade virtual?

Antes de falar sobre o CardBoard, é importante contextualizarmos o surgimento da realidade virtual, quais benefícios ela pode proporcionar e as possibilidades que ela tem em um futuro próximo. Para isso, é necessário entender seu significado.

Teoricamente, um ambiente de realidade virtual é o espaço em que um indivíduo vive uma experiência quase completa de imersão, passando por sensações reais de interagir com elementos existentes apenas no âmbito virtual e de pertencer a essa realidade.

Na prática, isso quer dizer que é necessário que os elementos virtuais enviem estímulos ao usuário de forma que ele os absorva por meio do maior número de sentidos possível. Evidentemente, visão e audição são os mais comuns, pois as pessoas estão acostumadas a assistir a filmes no cinema e a ouvir música.

No entanto, para proporcionar uma experiência completa, sentidos como olfato, tato e até mesmo paladar também devem ser estimulados e, por razões óbvias, nem sempre isso pode ser realizado de maneira plausível para o ser humano.

O que é CardBoard?

Diferentemente do Facebook, que investiu cerca de U$ 2 bilhões na compra do Oculus Rift, a Google decidiu explorar um caminho mais modesto: um aplicativo para dispositivos móveis conhecido como CardBoard, que funciona diretamente do celular, sendo acoplado a uma estrutura artesanal feita de papelão.

Você não entendeu errado — a Google presenteou cada participante do Google I/O de 2014 com um kit que era composto, basicamente, de uma caixa de papelão que prometia proporcionar uma experiência de realidade virtual aos seus usuários.

O app transforma o celular em uma grande lente, exibindo o conteúdo de alguns serviços já existentes e, diferentemente dos equipamentos de VR caros, basta encaixar o smartphone em uma estrutura de papelão com alguns acessórios simples, e o usuário terá uma sensação de imersão otimizada.

A câmera do dispositivo móvel faz a detecção do ambiente, possibilitando a movimentação da imagem exibida na tela do celular, conforme o indivíduo movimenta a cabeça.

Um par de lentes de 40 mm de distância focal trabalha em conjunto para que não surjam borrões nas imagens, independentemente da direção em que os olhos da pessoa apontem.

O resultado dessa engenhoca é um dispositivo simples, leve, portátil e, é claro, muito barato. O único requisito para usufruir do recurso, além do investimento em um smartphone, é que o aparelho tenha suporte à tecnologia NFC.

Qual seria o objetivo dessa ideia?

A intenção da Google é garantir experiências de entretenimento e aquisição de informação por meio dos benefícios da realidade virtual ao maior número de usuários. Ou seja, tornar a VR algo acessível a todos os públicos.

Para se ter uma ideia, o dispositivo visualizador, vulgo “caixa de papelão” de realidade virtual da Google, é tão simples que a própria empresa afirma que os usuários podem montá-la com materiais caseiros, se assim preferirem.

Existem inúmeros tutorais na internet ensinando a montar o seu próprio CardBoard com alguns cortes de papelão ondulado, duas fitas de velcro e um pedaço de elástico.

Como a realidade virtual acessível impactará a sociedade moderna?

Levará estudantes a qualquer local do mundo ou do universo

A premissa é que a VR é capaz de levar estudantes a locais em que ônibus ou carros não são capazes, e é exatamente o que o programa Expeditions tem realizado com o uso da tecnologia de realidade virtual.

Transformando a sala de aula em um ambiente muito mais divertido, dinâmico e interativo, com recursos de realidade virtual acessíveis, agora os estudantes podem fazer viagens por locais que seriam impossíveis por questões financeiras, geográficas ou logísticas, apenas utilizando o Google CardBoard.

Quando nos referimos a locais geograficamente impossíveis de serem acessados, não estamos exagerando, pois é possível viajar até mesmo para o planeta Marte por meio do aplicativo.

Atualmente, são mais de 100 ambientes diferentes, incluindo a Muralha da China, o sítio arqueológico maia Chichén Itzá, o recife australiano denominado Grande Barreira de Coral, entre muitas outras localidades incríveis.

Aumentará a empatia e melhorará as relações humanas

O professor da Universidade de Stanford, Jeremy Bailenson, considerado uma autoridade no que diz respeito à realidade virtual, participou do desenvolvimento de um projeto para diminuir o racismo e mudar o comportamento utilizando a realidade virtual.

O programa consistia em submeter pessoas à realidade virtual, fazendo-as olhar para um espelho por quatro minutos (é o tempo necessário para que o cérebro passe a acreditar que a imagem que a pessoa vê é a dela mesma).

Após esse período, a imagem mudava e projetava a visão de uma mulher negra. Muitas pessoas ficavam espantadas com a mudança repentina. Na sequência, ainda dentro da realidade virtual, aparecia uma terceira pessoa e começava a agredir a mulher.

Segundo Bailenson, a experiência de aproximar indivíduos de realidades das quais eles não fazem parte e, depois, chocá-las por meio de elementos drásticos, é altamente eficiente para gerar empatia nas pessoas.

Existem experimentos com realidade virtual nas áreas de economia, treinamentos empresariais, medicina, sustentabilidade, entre muitos outros setores. Isso remete ao fato de que essa tecnologia se fará cada vez mais presente na sociedade moderna, evoluindo ainda mais a forma como administramos a relação entre o mundo real e virtual.​

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